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História da aviação no mundo

     Deixando de discorrer sobre a pré-história da aviação, sonho dos antigos egípcios e gregos, que representavam alguns de seus deuses por figuras aladas, e passando por sobre o vulto de estudiosos do problema como Leonardo da Vinci, que no séc. XV construiu um modelo de avião em forma de pássaro e fez vários desenhos antecipando soluções que mais tarde mostraram-se factíveis, entre suas contribuições mais importantes para o desenvolvimento da aviação estão a hélice e o paraquedas.

     No século XIX, o desenvolvimento da aviação seguiu vários rumos. O cientista britânico Francis Herbert Wenham utilizou em seus estudos o túnel aerodinâmico. Numerosos esforços foram feitos para imitar o vôo das aves com experimentos baseados em asas movidas pelos músculos humanos, mas ninguém teve êxito. Na realidade, tiveram mais sucesso aqueles que se dedicaram ao estudo dos planadores e contribuíram para o desenho das asas. O engenheiro norte-americano Octave Chanute conseguiu, em 1896, alguns avanços com seus planadores de asas múltiplas, mas sua contribuição mais notável para a aviação foi seu livro sobre os avanços aeronáuticos "Progress in flying machines" (O progresso das máquinas voadoras, 1894). Os numerosos experimentos realizados com pipas ou papagaios de papel nessa época contribuíram para melhorar notavelmente os conhecimentos sobre aerodinâmica e estabilidade do vôo.

     Pode-se localizar então início da aviação nas experiências destes pioneiros que tentaram, desde os últimos anos do séc. XIX, o vôo de aparelhos então denominados mais pesados do que o ar, para diferencia-los dos balões, cheios de gases, mais leve do que o ar. Ao contrário dos balões, que se sustentavam na atmosfera por causa da menor densidade do gás em seu interior, os aviões precisavam de um meio mecânico de sustentação para que se elevassem por seus próprios recursos.

     O brasileiro Santos Dumont foi o primeiro aeronauta que demonstrou a viabilidade do vôo do mais pesado do que o ar. O seu vôo no "14-Bis" em Paris, a 23 de Outubro de 1906, na presença de inúmeras testemunhas, constituiu um marco na história da aviação, embora a primazia do vôo em avião seja disputada por vários países. Entre os aeronautas pioneiros podemos citar: Gabriel Voisin, Louis Blériot, Wilbur e Orville Wright, Trajan Vuia, Henry Farman e muitos outros.

     É indiscutível que todos esses aeronautas contribuíram para tornar realidade o avião. No entanto, a primazia de Santos Dumont não pode ser contestada. Os seus vôos foram os únicos realizados perante um grande público e devidamente documentados. O seu feito, fartamente destacado na imprensa de todo o mundo, na época, foi definitivamente consagrado na ata da sessão realizada em dezembro de 1910, no Aero Clube da França, na qual ficou registrado ter sido Santos Dumont "o primeiro aviador do universo que subiu em aeroplano com motor". Nada disso aconteceu com os outros citados acima. O seu 14-Bis, portanto, pode ser considerado como o primeiro avião que se elevou e se manteve no ar por seus próprios meios.

     Ao vôo de Santos Dumont, seguiu-se um período de competição entre países da Europa e os E.U.A., na conquista de recordes de velocidade e distância. Com a I Guerra Mundial, a aviação tomaria considerável impulso, em virtude do uso dos aviões como arma de grande poder ofensivo, mas seria na década de 1920/30 que este avanço se consolidaria.

     Desde antes da I Guerra Mundial, atravessar o Atlântico sem escalas era a meta dos aeronautas e projetistas de aviões. Em 1919, Raymond Orteig, de Nova York, ofereceu um prêmio de US$ 25.000 a quem voasse de Nova York a Paris, sem escalas. De fins de 1926 até 1927, vários aviadores norte-americanos e franceses tentaram a conquista do prêmio. Finalmente, venceu a prova o piloto norte-americano do correio aéreo, Charles Lindbergh.

     Nos três anos seguintes, foram realizados muitos outros vôos sobre o Atlântico, inclusive a primeira travessia feita por uma mulher, Amelia Earhart, em junho de 1928, juntamente com dois outros pilotos. Quatro anos depois, ela voaria solo, atravessando o Atlântico.

     Em 1931, Wiley Post e Harold Gatty fizeram a primeira viagem relativamente rápida ao redor do mundo, no monoplano "Winnie Mae": percorreram 15.474 milhas em 8 dias e 16 horas, Em 1933, Post realizaria sozinho o vôo ao redor do mundo em 7 dias e 19 horas. E, em 1938, Howard Hughes, faria, num bimotor, a volta ao mundo em 3 dias e 19 horas.



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