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História da Aviação no Brasil

     Quatro anos depois do feito de Santos Dumont com o "14-Bis", o francês Demêtre Sensaud de Lavaud efetuou o primeiro vôo da América do Sul e Central, com uma aeronave totalmente fabricada no Brasil.

     A aviação iniciou-se no Brasil com um vôo de Edmonde Planchut, a 22 de Outubro de 1911, tendo o aviador, que fora o mecânico de Santos Dumont, em Paris, saído da Praça Mauá e voado sobre a Avenida Central, indo cair ao mar nas proximidades da antiga Praia do Zumbi. Era então grande o entusiasmo pela aviação. Na redação do jornal A Noite, no dia 14 de Outubro, era fundado o Aeroclube Brasileiro, que em janeiro do ano seguinte teria sua Escola de Aviação. Aí, com muitos outros, aprendeu a voar o primeiro às de aviação brasileira, o Capitão Ricardo Kirk, que seria também o primeiro brasileiro a morrer em desastre de aviação, em 28 de Fevereiro de 1915.

     No Rio de Janeiro, foram várias as iniciativas de fabricação de aeronaves. Os protótipos de J. Alvear e Marcos Evangelista Villela Junior voaram, respectivamente, em 1914 e 1918. Apesar dos esforços desses pioneiros e dos projetos do comendador Garcia Seabra e do empresário português Pedro Domingues da Silva, todas as tentativas de instalar uma indústria aeronáutica na década de 20 fracassaram. O milionário armador Henrique Lage (1881-1941) chegou a assinar um contrato com uma empresa inglesa para produzir aviões no Brasil; dois protótipos foram construídos com sucesso - o monomotor Rio de Janeiro e o bimotor Independência, mas o empreendimento malogrou por falta de encomendas.

     Em 17 de junho de 1922, os portugueses Gago Coutinho e Sacadura Cabral chegaram ao Brasil, concluindo seu vôo pioneiro, da Europa para a América do Sul. E em 1927 seria terminada, com êxito, a travessia do Atlântico, pelos aviadores brasileiros João Ribeiro de Barros e Newton Braga, no avião "Jaú", hoje recolhido ao Museu da Aeronáutica, no Parque do Ibirapuera, em São Paulo.


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