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História do balão e dirigível

     Aeronaves mais leves que o ar, chamados também de aeróstatos. Elevam-se e permanecem no ar devido à leveza específica do gás com o qual são inflados. Inicialmente, foi usada a fumaça para encher os balões. Mais tarde, passou a ser utilizado o hidrogênio. A partir de 1921, o hélio, embora mais pesado, substituiu quase totalmente o hidrogênio. Oferecendo maior segurança, pois não é inflamável.

     Os primeiros balões tinham forma aproximadamente esférica. Posteriormente construíram-se balões fusiformes, o que muito facilitou o aparecimento dos dirigíveis. Estes podem ser de três tipos: não-rígidos, semi-rígidos e rígidos (zepelins).

     Três brasileiros estão intimamente ligados à história dessas aeronaves. Primeiro, Bartolomeu Lourenço de Gusmão, idealizador e criador do aeróstato, em 1709. Segundo, Augusto Severo de Albuquerque Maranhão, introdutor do dirigível semi-rígido. Sua primeira aeronave recebeu o nome "Bartolomeu de Gusmão" e foi experimentada a 14 de fevereiro de 1894 em Realengo, Rio de Janeiro. Em 1902, ele chegou a 400 metros de altitude com seu balão"Pax". Augusto Severo morreu a 12 de maio do mesmo ano, em Paris, ao incendiar-se o seu dirigível. O terceiro e grande nome é o de Santos Dumont que, em 1901, resolveu definitivamente o problema da dirigibilidade dos balões.

     Utilizando o mesmo princípio idealizado por Bartolomeu de Gusmão, o francês Joseph Michel e seu irmão Jacques Etienne Montgolfier construíram o primeiro balão que obteve resultados práticos. Em 5 de junho de 1783, em Annonay, França, encheram com fumaça de fogueiras de palha um balão de linho, com 32 m de circunferência, que se elevou a uma altura de cerca de 300 m, caindo dez minutos depois, à distância de 3 km. Joseph Montgolfier repetiu sua experiência em 19 de setembro de 1783, perante o rei da França.

     Em fins de agosto de 1793, os irmãos Robert, sob a orientação do físico James A. Charles, subiram a 915 metros e permaneceram no ar quase 45 minutos, num balão cheio de hidrogênio, no qual percorreram 24 km.

     Os primeiros homens a subir num balão, foram Jean Pilatre de Rozier e o Marquês D'Arlandes, ambos da corte de Luís XVI.

     Entre muitos que deixaram seus nomes na história, citaremos ainda: John Jeffries e Francis Blanchard, que atravessaram o Canal da Mancha num balão, em 1785; Monck Mason e Charles Green que percorreram cerca de 800 km, de Londres a Weilburg, Alemanha; e o Visconde Henri de Vaux, que viajou de Paris a Kostichiev, na Rússia, cobrindo cerca de 1.900 km.

     Contudo, continuava sem solução o problema da dirigibilidade dos balões. Em 1851, Henri Giffard construiu um balão fusiforme e adaptou-lhe um motor de 3 c.v., abrindo o caminho para a solução do problema. Em 24 de setembro de 1852, conseguiu realizar um vôo mais ou menos dirigido.

     Somente a adaptação de motores a gasolina aos balões, graças ao gênio inventivo e criador de Santos Dumont, possibilitou o aparecimento dos verdadeiros dirigíveis.

     Centenas de dirigíveis foram construídos de 1900 até o final de I Guerra Mundial, destacando-se os do tipo rígido, lançado pelo Conde Zeppelin, na Alemanha, nome que passou a indicar qualquer dirigível desse tipo. O primeiro zepelim tinha 128 m de comprimento, 12 m de diâmetro e admitia um volume de hidrogênio de 11,3 milhões de litros. Os passageiros, a tripulação e o motor iam em duas gôndolas de alumínio, suspensas na frente e atrás.

     Em 1926, reiniciou-se a construção de zepelins na Alemanha. Sob a direção do Dr. H. Eckener, foi construído, em 1928, o "Graf Zeppelin", que visitou quase todos os países do mundo. Em 1936, foi lançado o "Hindenburg", maior que o anterior, com 245 m de comprimento e 41 m de diâmetro, podendo carregar um peso total de 235 toneladas, levava 50 passageiros e 60 tripulantes, além de bagagem, carga de correio, e combustível para os motores. Mas no ano seguinte, um incêndio o destruiu, quando tentava a amarração à torre do aeroporto de Lakehurst, N. Jersey, E.U.A.

     A partir daí, decresceu o entusiasmo pelos dirigíveis. Hoje em dia, não tem mais nenhuma aplicação prática. Os balões esféricos, no entanto, continuam a ser largamente empregados, principalmente para pesquisas científicas e meteorológicas.

     Nos balões de ar quente, muito utilizados ainda, o ar é aquecido com um pequeno queimador de gás. Estes tipos de balões são vistos no céu durante o verão, quando a visibilidade é melhor e o vôo tranqüilo, e é quando costumam ser promovidas as competições.



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